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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

06
Dez19

Colmar - Dia 2

lady-gazeta

Sobre Colmar, amigos, só vos tenho a dizer uma coisa: é absolutamente LINDO! Não percebo como é que em 30 anos de vida, este destino não estava no top das preferências. Valeu a pena o frio, a geada, tudo!

São fãs de Natal e das respectivas decorações? Melhor ainda! Estou extasiada, mas quando este estado de encantamento passar, eu acrescento algumas dicas. As fotos que fui partilhando já revelam muito da Vila, é um facto. Vamos agora a caminho de Strasbourg. Promete, acredito! Até já!

04
Dez19

Basileia - Dia 1

lady-gazeta

O frio cortante e um sol amistoso recebe-nos assim que aterramos aqui, na Suíça. Assim que desembarcamos percebemos que aquele frio que nos queixámos ao longo da semana, em Lisboa, não é nem 1/4 do que se faz sentir aqui. Como já é tradição, o mês de Dezembro é mês de escapadinha e este ano, no fim do Verão, decidimos que a Alsácia Francesa seria a escolha de 2019. Hoje, o primeiro dia, foi reservado para Basel. Seria Basel um meio para chegar apenas a um fim? Nem por isso. A Suíça é sempre uma boa surpresa e por isso apostámos as fichas em conhecer, a pé, a cidade. O Reno atravessa-lhe e torna as suas margens ainda mais pitorescas e as ruas, afinal!, não são assim tão planas! Ninguém se queixa a não sermos nós. Aliás, olhamos à volta e somos quase sempre nós. Pouca gente nas ruas e era meio dia. Um silêncio como há muito não assistia numa cidade. Onde estariam todos? Provavelmente em casa, no trabalho ou... Nos mercados de Natal? Os mercados de Natal (são 2) são o centro do movimento. E o centro das nossas atenções: são lindos, estão decorados a preceito e apetece não só levar tudo na mala como no estômago (o cheiro intenso a queijo, pizza, vinho - estou a pensar em levar uma caixa com este aroma 😋) . As horas vão passando e Basileia ficou rapidamente palmilhada. Um dia, quanto a nós, chega perfeitamente para Basileia - caso não pretendam dedicar tempo a museus. Vale a pena, Amena? Isso são lá perguntas, claro que sim. Agora vamos ali, beber um vinho quente, que mal sinto as mãos, os pés e duvido que ainda tenha nariz (estão temperaturas negativas)! Quanto a hotspots, falamos mais tarde! Amanhã estaremos noutras paragens. Fiquem por aí!

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24
Abr19

Dublin - O que visitar em 2 dias

lady-gazeta

Passaram alguns meses desde a escapadinha até Dublin, eu contei-vos levemente sobre Irlanda mas nada muito detalhado e desde então ficámo-nos por aqui. Não é que vos falhei como as notas de 200€?! :)

Há detalhes que ainda gostava de partilhar convosco mas, para já, se estão a pensar num fim-de-semana em Dublin, deixo-vos o roteiro Amena. Sempre que viajo, adquiri o ritual de colocar todos os pontos no Google Maps e, depois, traçar - apenas no local - o percurso consoante a localização de partida e de chegada. Há que ter alguma sensibilidade para não colocar um excesso de "pontos turísticos" e depois, no fim, sofrer de ansiedade porque não se viu tudo (yes, been there done that!).

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A vantagem de utilizar o Google Maps é que nos permite ter a noção da distribuição dos pontos mais interessantes de cada cidade e da distância que os separa. Tem uma outra vantagem, mais evidente, de que, in loco, temos sempre o percurso calculado para os próximos pontos de interesse. Naturalmente há uma pesquisa prévia sobre cada local que fica seleccionado por nós - se vale a pena (e aqui a opinião é muito subjectiva), preços e história. 

Para já, deixo-vos os principais locais de interesse em Dublin (incluindo alguns restaurantes/bares recomendados aqui pela blogosfera). Esta cidade conhece-se perfeitamente a pé. Caso pernoitem mais uma noite não percam a oportunidade de conhecer outros locais, como Howth ou, se pretenderem arriscar mais, rumar a norte, e conhecer Belfast!

 

24
Fev19

Escapadinha a Montargil

lady-gazeta

O 2019 chegou tranquilo. Sem planos extraordinários de viagens exóticas, faz-se o melhor que se pode entre paredes onde se ouve sobre Fátima, Fado e Futebol. Ando arredada, amigos, bem sei. Não por falta de passeio, mas por falta de tempo. Tenho assuntos para meter em dia, aqui entre nós, mas não lavo daqui as minhas mãos e por isso conto-vos sobre a minha mais recente escapadinha: Montargil. Um destino popular entre os maiores amantes de recantos portugueses, bem sei. Leio por aqui e por ali que Portugal está na moda e, parece-me, que o Alentejo está no Top para escapadinhas de 2019. Assumo estranheza quando leio isto. O Alentejo não está na moda agora, o Alentejo sempre esteve na moda. Dos montes às migas de espargos, do vinho às paisagens vestidas de castanho, o Alentejo é sempre uma excelente ideia.

Desta vez, assumo, não fui eu que organizei este fim de semana. Foi, de facto, uma surpresa. (E como adoro estas surpresas!) Montargil, no distrito de Portalegre, assume-se como sendo uma vila de sorte, pois está ladeada de uma barragem icónica: a barragem de Montargil. A albufeira da barragem é palco de desportos náuticos, de mergulhos e de centenas de fotografias. Vale a pena, pelo menos, uma paragem de carro por quem passa só de passagem.

Montargil não é apenas barragem, diga-se. Montargil é uma vila muito arranjada, com traços de quem não se perdeu no tempo e de quem lhe investe em infra-estrutura e gosto. Recomendo um almoço no restaurante O Tropical: bom, bonito e barato. Caso pretendam sair para os arredores, podem sempre parar no Olivença (e devem comer abanicos e um bom vinho alentejano), em Ponte de Sor. 

 

Este fim-de-semana teve como objectivo o puro descanso: sem planos, sem guias e sem horários. O local escolhido para tal foi o hotel Nau, em Montargil (https://www.nauhotels.com/alojamento.html).

Há muito tempo que este hotel nos tinha sido recomendado para um fim-de-semana de sopas e descanso e é sem dúvida um hotel que faz jus à sua fama. Tem SPA, quartos impecavelmente limpos e decorados, um pequeno almoço divinal e um atendimento 6*. Se recomendo? Recomendo muitíssimo. Evitem os preços altíssimos que se praticam marcando a noite (ou as noites) com muita antecedência.

E boa sorte!

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01
Out18

Irlanda: De Dublin a Belfast

lady-gazeta

A última vez que tínhamos estado em terra faziam perto de 30º graus e, assim que aterrámos, foi o ar gelado que deu as boas-vindas.

O sol surpreendeu-nos num país que se diz chuvoso. Teríamos nós aterrado no país previsto? 

Bom, na verdade, Dublin não mentia: os campos verdes e as casas baixas já eram visíveis pela janela do avião muito antes de aterrarmos. 

 

Temíamos um tempo chuvoso e, por isso, fizemos dois planos antes de partirmos para o périplo Irlanda: alugaríamos carro (se o tempo fosse inexplicavelmente bom) ou, pelo contrário, com um tempo invernoso ficaríamos somente pelo centro da cidade de Dublin. Se por um lado aproveitar as paisagens e os arredores das grandes capitais foi e é sempre um dos nossos objectivos com um tempo agradável; conhecer museus, seria o plano B, enriquecendo-nos, por outro lado, de cultura.

 

Na verdade, foi o sol que decidiu o nosso percurso para o primeiro dia: mesmo antes de conhecer Dublin, dirigimo-nos à Europcar, no aeroporto, onde terminámos o aluguer do carro (um simpático Skoda) e prosseguimos viagem até à Irlanda do Norte. 

Para quem sabia do nosso plano, os mais conhecedores da Irlanda, ouvia-se um Vocês são malucos, em surdina.

E com alguma razão.

 

Pela frente tínhamos mais de 200km e um volante à direita. Não ficámos surpreendendidos. Mentalmente já levávamos alguma preparação, mas nenhuma experiência neste tipo de condução. Contudo, o A, amante de carros, preocupou-se tanto com a questão como eu me preocuparia se tivesse que ficar 2 horas às compras. É uma questão de prática e de concentração, dizia ele. Já eu não dizia o mesmo. Quem teve mais dificuldades em adaptar-se provavelmente até fui eu, pois fui os primeiros 100 km a travar e acelerar, como se eu, à esquerda, estivesse a conduzir! Bom, de facto uma questão de hábito, como o A disse... mas muitas horas depois, para mim!

 

A viagem faz-se bem. As estradas são boas: largas, com bermas evidentes e cuidadas. Apenas os limites de velocidade são mais apertados. Entrar pela rotunda pela esquerda ainda me dá um nó no estômago, admito, mas garanto-vos que a sinalização ajuda muito na técnica de evitar acidentes. 

 

Por sorte, raramente choveu e as paisagens, não querendo ser injusta para nenhuma das regiões, são muito semelhantes aos nossos Açores. Cheira a pasto e as ovelhas acompanham toda a paisagem assim que nos afastamos da capital. Contudo, são as casas que diferenciam a paisagem. As casas, companheiros, são uma ternura. Cada uma delas fazia lembrar aquela a mansão que eu, quando era miúda, sempre sonhei para a minha Barbie favorita. Os jardins, ao redor das casas, são cuidados, floridos, limpos e as janelas têm cortinados que nos remetem aos anos 80: bordados, brancos e geometricamente enquadrados com as janelas.  E ficam tão, mas tão bem.

 

Enquanto o conta-quilómetros rodava, as rádios locais tocavam os hits dos nossos verões de 90. A combinação entre a música e a paisagem levava-me a um passado muito pouco longínquo e quase familiar. A paisagem, repito, podia realmente ser a nossa. A intenção era chegar à costa norte, mas acabámos por aproveitar o que fomos encontrando. (Começamos a ser muito bons nisto, modéstia à parte.) Se a intenção era conhecer a ponte suspensa e uma paisagem geológica pintada de rochas hexagonais, acabámos por ficar pela Capital da Irlanda do Norte, em Belfast.

No reboliço de prédios de vários andares, formatos, nem sempre enquadrados está a cidade que quase nos fez acreditar que estaríamos em Londres. Belfast é completamente cosmopolita; o oposto do que encontrámos em Dublin. As ruas carregavam gente, festa, frenesim e o trânsito era somente a representação de tudo isto. Houve vontade de ficar. Mentira: houve muita vontade de ficar. Nunca se promoveu muito este destino e eu não compreendo. Tem costa, tem história, tem arquitectura e tem mais.

 

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 Museu do Titanic

 

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Ópera

 

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Ruas de Belfast

 

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 Ruas de Belfast

 

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 Ruas de Belfast

 

Acabámos por encontrar, por entre estradas principais, uma jóia que a natureza edificou:

 

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 Natural Trust

 

Gostava de ter ficado mais tempo, para poder absorver um pouco mais da cidade e de tudo. Talvez para uma próxima vez, certamente.

 

Já a noite se debruçara sobre o dia quando iniciámos o caminho de regresso a Dublin. Durante o percurso assistimos ao que antes estava ainda adormecido: os pubs enfeitados com letreiros de néons. Neles, estou certa, prosperavam as festas tradicionais de uma sexta-feira à noite. Podia, de antemão, prever os brindes, a farra e a música ao vivo, que as paredes grosseiras ocultavam. 

 

A viagem, embora cansativa, não desafiou as nossas forças. Ao chegar a Dublin, perto das 23h as ruas transmitiam ainda a energia de uma cidade emergente. Belfast e Dublin em nada se comparam: as casas da maior capital da Irlanda são baixas, num estilo muito particular, ao contrário dos quase-arranha-céus que emergem em terras de Titanic. No fundo, o que tínhamos visto pelas estradas que percorremos são apenas pequenas representações da night life de Dublin. Chegámos ao nosso quarto, alugado em Airbnb, nos arredores da cidade, e foram os edifícios da Google, mesmo ao lado de casa, que nos alertaram que estávamos na sede das  grandes empresas de Tecnologia, em Dublin. Touché.

Se pretendem ficar a dormir perto do centro e sem gastar muito dinheiro (e aqui o muito é relativo - já que todos os alojamentos são caros) recomendo o local onde ficámos. É limpo, fomos bem recebidos pelos seus hóspedes, é quente (estavam 10ºC na rua) e moderno. A maior desvantagem é o ruído de outros quartos, mas se não for problema para vós, está perfeito!

 

Apesar da noite já ser considerada longa, por lá, foi no pub mais próximo de casa que acabámos por petiscar. E beber a nossa primeira Guiness, aproveitando a mística de um ambiente de Pub

 

As primeiras impressões, adianto-vos, foram também as últimas: um destino excelente para um city break. 

Preparem-se para conhecer mais sobre Dublin no próximo post.

Fiquem por aí! 

 

16
Set18

Aldeia Típica de José Franco

lady-gazeta

Senhores passageiros, o voo tem curta duração, mas promete magia.

Tem miúdos? Gostava de levar os seus pais a passear? Ou gosta simplesmente de conhecer?

 

Espectáculo. 

Sente-se que a dica de hoje é para si. 

 

Entre Mafra e a Ericeira, em Sobreiro, fica a aldeia mais ternurenta de todas as aldeias: a Aldeia de José Franco.

Assim que entramos somos bem recebidos pela brancura da cal bem aperaltada e pelo cheiro a pão com chouriço. Estamos inegavelmente na região saloia. 

 

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A aldeia fica abeirada da estrada nacional que me levava vezes sem fim ao sol envergonhado da Ericeira. Hoje foi mais um desses dias. Procurávamos praia, mas acabámos por encontrar um nevoeiro de oeste muito pouco surpreendente. Mas, sendo uma praia de infância, ganhei-lhe estima e um hábito domingueiro. 

 

Hoje, de regresso, movidos pela falta de sol e marasmo de um domingo de descanso, o trajecto pela nacional levou-nos a uma paragem para recordar a Aldeia de José Franco. Possivelmente a última vez que nos vimos foi há 20 anos. Poucas memórias, portanto. E lá parámos, para ver como estava tudo.

 

E estava tudo óptimo (tanto que vos escrevo, aqui). Como é a aldeia-museu de José Franco?

É precisamente uma aldeia em pequena escala. Cada casa representa os pontos principais de convívio e de comércio que uma aldeia supõe: a igreja, a mercearia, o café da esquina, a padaria, a loja, a casa da música, o relojoeiro, etc. No fundo da aldeia temos, como não podia deixar de ser, um coreto, uma bomba de água e, não fossemos nós estarmos ali, perto de Mafra, um moinho. Dentro de cada casa existem todos os decorativos alusivos às lides típicas de uma aldeia: a casa da música com acórdeão e dezenas de outros instrumentos, a mercearia com balança, com a faca do bacalhau e as vendas a vulso, a padaria com forno. E tantas outras coisas que, por ser uma realidade ainda tão viva para mim, comove-se a minha alma ao lembrar-se de tanta brincadeira no meio de todos aqueles pertences. 

 

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No centro da aldeia, está o exlíbris de José Franco. 

Casas meticulosamente bem-feitas, detalhadas e com um efeito presépio que me fez afirmar: a aldeia mais ternurenta de todas as aldeias.

 

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Em algumas das casas, como a casa da música, a igreja, etc têm também miniaturas vivas do local que representam.

Há luzes, água que corre no rio, e pessoas em movimento, fazendo-nos sonhar e acreditar que somos parte da história.

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Enquanto que para mim e para o A foi reviver tempos que no fundo não são assim tão antigos, acredito que para muitos é aprender realidades do passado. Uma preciosidade, portanto.  Especialmente uma preciosidade tão bem conservada há tantos, tantos anos.

 

Para miúdos e graúdos, é um passeio que vale a pena. E se forem ao Domingo, pode ser que nos encontremos para um Ouriço na Ericeira.  Ou fiquemo-nos somente na Aldeia, a comer um pão com chouriço bem quentinho.

 

Mapa:

 

 

 

13
Set18

Golfinhos no Estuário do Sado

lady-gazeta

Enquanto procurava as fotografias do Open House do ano passado, deparei-me com um outro álbum com uma data muito próxima e acabei por me entreter. Quem nunca, não é verdade? 

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 Lady-Gazeta a bordo

 

Bom, entrei no álbum e recordei quão bom tinha sido o fim-de-semana em que eu e o A resolvemos visitar os golfinhos no Estuário do Sado. Na realidade não resolvemos. Foi uma surpresa entre nós, num voucher, e resolvemos usufruir mais-ou-menos nesta altura. 

A experiência, recordo-me, foi um encanto.

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 Veleiro durante a despedida, em Troia

 

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 Estuário Patriota :)

 

Primeiro, aproveitámos para visitar familiares em Setúbal e, mais tarde, junto ao Cais de Embarque em Setúbal, na Doca das Fontainhas, aguardámos pelo prometido Veleiro. A expectativa era alta, já que o plano de fundo é a nossa maravilhosa Serra da Arrábida, que nunca compromete. A viagem decorreu sem grandes sobressaltos, a vista é assim para lá de bonitona, os golfinhos apresentam uma simpatia quase enigmática a quem lhes vai invadir a casa assim, sem mais nem menos (havia de ser comigo, havia.

No fim, os nossos olhos desintoxicam do agito diário. Uma mais valia. :)  O passeio teve a duração de 3 horas e aproveitámos a luz de final de dia para umas fotos para o Facebook, para o Instagram, para dar à avó e à tia.

 

Estou a brinnnncarrrr! eheheh

Novamente, estavamos mais preocupados em aproveitar a coisa do que fazer a reportagem National Geographic. Bom, prometemos voltar para trabalhar a sério também nesta parte das fotos.

 

Por fim, e resumidamente, uma ternura para miúdos e graúdos e que recomendo vivamente para um plano de final de dia, ao fim-de-semana. A bordo haviam bebidas e algum/pouco petisco, portanto não precisam de levar um picnic. 

Apesar da organização ter deixado muito a desejar (e por isso prefiro não deixar a empresa em quem confiámos para o passeio), concordámos que é um excelente plano, especialmente para quem tem crianças. 

De regresso, como o Veleiro atracou temporariamente em Troia e nós aproveitámos para desembarcar para um fim de dia magnata por lá (a garantia de regresso é dada pelo Ferry entre Setúbal e Troia de hora-a-hora!).

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 Golfinhos, no Estuário do Sado

 

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Pôr-do-Sol em Troia 

 

Posto isto, fica a dica, companheiros de Amena! Aproveitem-na! 

 

 

12
Set18

Vamos falar sobre o Open House?

lady-gazeta

Vamos sim!

Antes de mais, como surgiu o Open House?

Bom, o Open House apareceu quando a S, minha amiga, falava deste evento anualmente. Coisas de arquitectos, pensava.

Depois, o P, que trabalha comigo, falava recorrentemente do tema, também todos os anos. A diferença entre eles? Enquanto que a S é arquitecta e o P é informático. Ambos falavam efusivamente no tema. 

 

E tinham razão para tal. Eu desconhecia o evento, até me perceber que o Open House, embora muito direccionado para Arquitectos ou amantes de Arquitectura, é um evento que nos dá a conhecer muito dos edifícios, casas, monumentos que temos aqui tão perto, em Lisboa.

 

Este ano, o evento está quase a decorrer em Lisboa (22 e 23 de Setembro) e, portanto, apressem-se! 

https://www.trienaldelisboa.com/ohl

Nortenhos, meus queridos, no Porto também existe este Open House, mas em datas distintas (este ano já decorreu https://2018.openhouseporto.com/).

 

Aproveito também para vos contar a minha experência do ano passado na expectativa que vos sirva também de inspiração!

 

O ano passado o Open House deu-nos a possibilidade de conhecer o Hotel Ritz (dos quartos à sala de jantar, não esquecendo do terraço), o Museu do Azulejo, o Museu do Dinheiro, o Museu da Imprensa Nacional, o Reservatório da Mãe de Água... tivemos a possibilidade de conhecer as entranhas do Aeroporto de Lisboa! E, companheiros de viagem, foi o êxtase!

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 Escadaria Ritz

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Museu do Azulejo

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Museu do Azulejo

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Vista do Ritz

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 Vista do Ritz

 

Foi um privilégio, portanto! Para mim conhecer a forma como o aeroporto se articula foi absolutamente fantástico. Quando estamos a viajar perdemos completamente a noção de como tudo, tudo tem que estar coordenado para que o fluxo de passageiros no aeroporto não pare. Ganhei o maior respeito relativamente à infra-estrutura que está por detrás da nossa bagagem de porão. Temos dos sistemas de tapetes mais evoluídos do mundo. Atrás dos balcões de check-in está uma esparguete enorme de tapetes rolantes que levam a nossa mala ao avião destino. Perder a mala, ao contrário do que muitos pensam, não é resultado de um simples descuido de uma companhia aérea, mas sim de uma falha quase algorítmica no tapete de distribuição de malas num aeroporto. 

As luzes de pista não servem apenas para iluminar um trajecto de um avião. As luzes permitem a indicação correcta da pista de descolagem ou aterragem. Uma falha simples no sistema de luzes pode ser uma falha dramática a nível de acidentes de aviação. Tudo é de uma responsabilidade quase clínica e, por isso, tenho o maior dos respeitos por quem faz a máquina Aeroporto funcionar correctamente. Foi uma visita de 3 horas muito enriquecedora e muito bem organizada.

Agora, de verdade, não tenho fotos desta vista. Fomos completamente interditos de fotos, por questões de segurança. E nós cumprimos. :) Serviu também para realmente aproveitarmos todos os detalhes da longa conversa com quem nos fez a visita guiada.

 

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 Avião TAP

 

Este ano, a lista de locais a visitar é bem distinta mas, estou certa, que valem a pena. 

Podem consultá-los no site oficial https://www.trienaldelisboa.com/ohl/espacos/. Desta vez não nos vamos cruzar por aí, porque vamos estar em périplo pela Europa (saberão mais tarde o destino). Mas quanto a vocês, se gostam de conhecer e não gostam de gastar um rim a visitar museus, devem realmente aproveitar para conhecer o melhor da nossa capital. 

Deixo-vos, contudo, uma nota: devem planear com antecedência estes dois dias (22 e 23 de Setembro). Há, inclusivamente, alguns espaços onde é necessário uma inscrição prévia. E atenção: sejam expeditos que as vagas, por vezes, esgotam em minutos!

 

Divirtam-se!

 

08
Set18

Algarve, sempre Algarve

lady-gazeta

Vai já para a banheira, estás cheia de areia!

Foi e é assim há anos. Não sou algarvia, como já vos contei. Sou ribatejana, mas durante estes meses (de Junho a Setembro), a família Amena peregrina até ao Algarve e acabamos por nos tornar, como diz o A, alentejanos sem travões. 

 

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Sim, é verdade, é verdade. Apregoei um blogue de viagens, com alguns destinos até exóticos e depois… Depois chega-se o Agosto e não vos surpreendo: sou exactamente igual à grande maioria da população portuguesa que ruma até Sul. Portanto, perdoem a Lady-G, mas verão sem Algarve não é verão. Foi sempre outono ou inverno durante todo o ano. Uma tristeza, portanto.

Lamento defraudar as vossas expectativas, mas sabem o que intimamente penso? Temos tantos outros meses para aproveitar todos os outros locais do mundo. Melhor ainda, Agosto é época alta por toda a Europa e em grande parte do mundo; as viagens são, portanto, mais caras, e os alojamentos também. E, desta forma, acabamos por investir em viagens quando também há menos turismo. É um dois em um. Claro que esta escolha também implica conhecer muitas cidades sob tempo mais chuvoso mas, na maioria das vezes, admito, compensa.

 

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Recentemente recebi um outro comentários de seguidores mais incrédulos com esta escolha, no Instagram, quando partilhámos algumas fotos referentes ao Algarve em Agosto.

Por quê o Algarve, Lady-Gazeta? Está apinhado de gente!

 

Bom, por diversas razões.

Porque há sol (sempre ou quase sempre durante os dias de verão).

Porque temos praias, mesmo apinhadas, bem bonitas.

Porque é um ritual que dura para lá de 20 anos.

Porque são férias em família.

Porque são férias com as melhores memórias desde miúda.

Porque o peixe, lá, em férias, sabe melhor.

Porque a fruta sabe sempre bem, mas as laranjas. As laranjas são nectar dos deuses, não fossem elas de lá.

Porque aquele ritual casa-praia-casa-praia e, a meio caminho uma grande sesta, permitem fugir da outra rotina casa-trabalho-casa. (E por vezes é essencial para dar descanso à mente.)

Porque o pôr-do-sol é sempre mais bonito lá.

Porque…

 

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Tantas razões, como podem ler! Os mais céticos dirão: também podes fazer isso cá, em Lisboa, na Costa Alentejana, nas praias fluviais, etc.

Rapidamente vos respondo: posso sim, mas não é a mesma coisa.

Mesmo com a praia apinhada de gentes.

Mesmo com um engarrafamento nas ruas de Armação durante as noites quentes.

 

 

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Nem tudo tem que ser lógico, para ser perfeito. Lamento. Há amores assim, como sabem.

NY é uma cidade de arranha-céus, muita gente em todo o lado e não é por isso que não a adoro! Eu e centenas de pessoas, na verdade!

 

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Posto isto, Armação tem um calçadão bonito ao longo de toda a orla, tem o Rocha da Palha – bar da praia ou o Gato Lambareiro, tem piscinas naturais, entre rochas, que encantam e fazem o encanto dos mais novos, tem pouco vento – dado que as rochas protegem os veraneantes de ventanias, tem os melhores gelados do Pai Pinguim e, inevitavelmente, as melhores bolas de Berlim. Tem, relativamente perto, uma das praias mais badaladas com menos multidão, a praia dos Salgados ou a Praia Grande.

Tem coisas boas, não tem?

 

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Posto isto, não vos aconselho. Não vão. A sério.

Está lotada.

 

E eu só vim aqui admitir que sou muito pouco influencer e muito como a maioria de vós. 

 

E agora, adeus, que vou ali dar um mergulho.

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