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Amena em Viagem

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

24 de Junho, 2014

Não paguem já a conta. Eu estou cá.

lady-gazeta

Ora fazes um alarido que tens um blogue, que tens a mania que escreves, pedes-nos para nos sentarmos, numa cadeira (que puritana) e depois não falas e agora estamos aqui a olhar unjpójoutros.

Não pode.

Mais! Publicitas-te no facebook, dás a cara por todas as barbaridades que vais dizer e nós continuamos sentados à mesa e nem um chá, uma Sagres, uma Somersby (que moderna). Nada. Sovina.

 

Estava tímida. (O primeiro a falar é sempre o mais reparado. :) )

 

Sentem-se, metam-se confortáveis. Hoje apetece-me escrever sobre um concerto que fui: Maria Gadú.

A menina do Shimbalaiê revelou-se uma menina(?) muito diferente da cantora de músicas que quase-embalam crianças. Toda ela era força, postura, garra e luta. Gostei do concerto, mas adorei a forma de como ela o transformou em “união espiritual”. Ela e as brasileiradas, dizem vocês.

 

E eu defendo-me, respondendo que não.

 

Comigo funciona tal como nos filmes: se me mete a pensar (ou envolvida) é bom, caso contrário, não o é. E ela fê-lo muito bem através das críticas sagazes à classe política brasileira e todas-as-questões-advindas-da-Copa. Nós tivemos esse problema com o Euro, mas falamos do Brasil. Onde num Rio de Janeiro cabe um Portugal. Desgoverno em grande, portanto. Ela mandou a Dilma apanhar no c*, mas eu tenho cá para mim que isso só não vai resolver a questão. Digo eu, que sou jovem. Mas estás lá, Gadú, na voz e no espírito comuna que trazes contigo.

21 de Junho, 2014

Puxa uma cadeira e senta-te.

lady-gazeta

Era uma Nini dos meus 15 anos e o Reflexos, o meu primeiro blogue, não estava longe de ser um diário de derrotas sentimentais. Era coisa profunda, usava mais de 10 adjectivos por frase, muitas cores e muitos smiles. 

Nessa altura, o mundo dos blogues estava em ascensão e era também uma nova forma de nos revelarmos ao mundo. Mas a um mundo muito diferente. As loucuras e provocações passavam-se in loco: nas galas, nos convívios e nos intervalos da escola secundária. Depois, as nossas frustrações e alegrias eram contadas às amigas(os). E o assunto morria, aparentemente, na origem da questão, sem o To Be Continued… diário do facebook. 

 

Hoje tornámo-nos pessoas teoricamente mais informadas e próximas, mas também mais básicas e repetitivas. As frustrações e alegrias são facilmente (e, por vezes, erradamente) reconhecidas por fotografias, comentários, gostos e onde a obsessão enjoativa pela imagem é o b-á-bá ancorado à personalidade. Contra mim falo, claro. 

 

Oito anos volvidos e a minha paixão pela escrita aliada à tecnologia não se desvaneceram e o que demonstrei até hoje não é nem metade de mim. Por isso, achei que este era o momento de me expor para além do que pareço-ser. E, assim, acabo também com a muy acarinhada pergunta “Quando voltas a escrever?”. Cá estou eu, de novo, na indústria de blogues que está a dar numa de artes: só-os-bons-ou-conhecidos-é-que-se-safam, pois já têm uma casa feita. Bom, não tenho casa, mas tenho Cunha, pode ser que se equipare. :p Nada disso. Não procuro projecção, mas sim uma forma diferente, talvez arcaica, de comunicar.

 

Contudo, reconheço, de há oito anos para cá cresci, tornei-me mais light, mais bem-disposta (dizem!) e descontraída, mas também mais fria, objectiva e exigente, resultado de tantas, tantas cenas várias da vida. Se sou como o vinho do porto? Veremos!

 

Ah! Bem-vindos! A vocês e ao Verão!