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Amena em Viagem

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

31 de Dezembro, 2016

Pré 2017.

lady-gazeta

Sexta-feira e já passa passa da 1h. 31 de Dezembro. Noutras condições estaria, provavelmente, a festejar um final de semana. Mas hoje, especialmente hoje, as circunstâncias são outras. Na última sexta-feira do ano, a imperial dá lugar aos factos e hoje é o ano 2016 que pede uma reflexão.

 

Foram 5 países neste ano: a cidade de sonho, a cidade da luz, a cidade da paz, a cidade de nuestros hermanos e a cidade da moda. É francamente injusto dizer que todas elas tiveram tenebrosa importância e deslumbramento. [Na realidade, as viagens têm a importância que têm consoante o capítulo de vida em que estamos. Disto, eu já não tenho dúvidas.]

Que Nova Iorque me deixou apaixonada, não há como negar. (Vocês sabem-no!) Que Paris me deixou profundamente rendida, é um facto. Que Amesterdão me deixou em paz, em todos os aspectos, não há dúvidas. E Madrid? Madrid deixou-me, como não tive oportunidade de vos contar, a mil: a arte, o petisco e a noche! E que Milão me deixou ali, confusa, entre o poder de uma simples massa e a classe de Vittorio Emanuelle... ah, mas certamente!

Este ano, em termos de viagens, foi o ano louco. E fabuloso. E, no fundo, só serviu para continuar a cultivar esta fome que tenho de conhecer, conhecer, conhecer…

 

Se as viagens foram o ponto forte deste ano, as pessoas, tema com que me comprometi para 2016, foram o ponto mais fraco. 12 meses chegaram para perceber que dedicar um ano a entender pessoas é, sem dúvida, um sacrilégio. Se expor esta minha opinião é expor-me, não hiperbolizo a questão. Conviver, conhecer, partilhar experiências, perceber pontos de vista são questões fundamentais para vivermos em sociedade. Perdoar erros massivamente e fazer uso de amnésia, momentos depois, é, afinal, atroz. Foi um ano fundamental para, no fundo, invés de conhecer melhor as pessoas, conhecer os meus limites. E aí sim, companheiros de amena, dever cumprido.

 

Na cozinha, como tive a possibilidade de partilhar convosco: o boost! Muita cozinha. Muitos bolos. Aprendi muito com as melhores do mundo: a mãe O. e a avó M., onde todas as estrelas Michelin são poucas para definir os seus cozinhados. :)

 

E, por fim, 2016 e muito trabalho tornaram o sonho das 4 paredes, uma realidade. :)

É complicado dizer-vos o quão importante foi este passo, mas este assunto, garanto-vos, é um assunto para outras núpcias.

 

E agora? 20(17)?

Que este ano seja o ano do pleno, da felicidade e da medida certa. Minha e dos meus. Sem metas muito grandiosas, mas definidas, que pretendo partilhar convosco à medida de que vão acontecendo. A wishlist está feita, mas dizem que quando ninguém sabe, ninguém inveja, ninguém tira, ninguém cobiça. E eu, que nem levo estes ditos a peito, este ano vou ser diferente e acreditar na coisa. Mas não se arreliem companheiros, o 2017 promete. E que traga com ele a saúde, o amor e o sucesso. E que 2017 represente também a força para fechar assuntos que ficaram pendentes no passado. :)

 

Que venha daí a viagem 2017, com muitas descolagens, mas também muitas aterragens. [É que, afinal de contas, reafirmo, o que é nacional é bom. :)]

 

Bem-haja companheiros de amena!

E obrigada por estarem aí, desse lado, a acompanhar mais uma jornada da lady-Gazeta!

 

BOM ANO! 

13 de Dezembro, 2016

À la minute: Amesterdão

lady-gazeta

Check in feito, próxima paragem: Amesterdão, Holanda.

As malas estavam cheias não só de roupa bem quente, mas também de expectativas: por sermos muitos, por sermos amigos, por sermos nove e por ser em  viagemTroubles, troubles. (ou nem por isso :)). O roteiro estava feito e os interesses estavam debatidos. Siga!

Atenção tripulação, portas em arm. Cross-Check.

Da Holanda esperava túlipas, embora o pleno mês de Dezembro, canais e a tal cidade meio louca que albergou amigos de faculdade durante largos meses. O interesse pela cidade estava, então, ali, in media res: não estava tão céptica como com a cidade da luz, nem tão expectante como com Milão. Tudo errado. A minha falsa expectativa derrota-me a cada viagem, admito. [E ainda bem!] Se, por lá, as bicicletas são o Ás dos transportes, a limpeza das ruas e dos canais faz o cheque-mate final ao ambiente que por lá se vive.

Se continuo a afirmar que a água favorece a beleza qualquer cidade, seja mar, seja rio, pois que Amesterdão vence, claramente, a categoria de enquadramento cénico entre rio-e-casas. Os canais transmitem não só muita paz, mas são também o pretexto mais do que suficiente para nos perdermos nas fotografias. A cada foto, um postal. E, enquanto que a água permanece limpa e parada debaixo de pontes, o cheiro nas ruas é surpreendentemente (ou não tão surpreendentemente :) ) agradável. Dos holandeses guardo o à-vontade com que levam a vida: desde as janelas desnudadas de cortinas, as coffeeshops e a red light completamente desprovidas de olhares recriminadores.

Mais uma vez, parabenizo o roteiro do A.- que sem ele não teríamos visto nem metade da cidade. Contudo, como já não é novidade, deixo-vos as dicas à lá minute desta viagem:

  • Alojamento: Hostel Clinknoord. Muito em conta e altamente recomendado para viagem entre amigos. O pequeno almoço não nos leva à falência (entre os 3.5€ e os 6€, aproximadamente). É pertíssimo da estação central. Tem uma pequena desvantagem de ficar na outra margem do canal, mas o Ferry sendo grátis, tem também uma frequência de fazer inveja a metros de muitas cidades.
  • Rooftop: Adam Tower. Holanda não é propriamente conhecida pelos arranha-céus, mas continuo convencida que, de cima, as cidades ganham ainda mais encanto. Vale a pena visitar.
  • É uma cidade onde os preços são muito ao nível de Milão. Caso se pretenda fazer refeições em restaurantes é que sim, torna-se inevitavelmente cara. Noto que é um fenómeno cultural: comer fora é um luxo e motivo de festa. Nós, países mais ocidentais, continuamos a achar que festa é todos os dias e cá-vai-disto de comer fora. As bebidas alcoólicas são visivelmente mais caras: uma cerveja ~4€.
  • Museus: sim! Sim, a lady-gazeta não é a fã nº1 de museus, mas vale a pena visitar o museu da Heinekenn (ganha pontos na interacção entre visitante e cerveja) e Anne Frank (uma vez que conta a história de forma detalhada e não entediante do holocausto).
  • Saiam de Amesterdão e em meia hora estão em Utrecht. É uma cidade encantadora. A arquitectura das casas e, novamente, os canais, os campos verdes, o comércio e a Dom fazem dela uma cidade que contrasta entre o medieval e a actualidade. Sim, sou muito apologista do sair da "capital" para outras cidades, porque acabamos por encontrar um modo de vida mais real, mais familiar.
  • Antes da viagem: se tiverem <29 anos, façam cartão jovem: compensa na entrada dos museus. 
  • Um passeio nos canais, de barco, vale sempre a pena. É sempre uma perspectiva diferente de ver as casas que ladeiam o rio (e de validar o quão tortas e enternecedoras são enquanto beijam os canais :))
  • Red Light?: Sim, e sem preconceitos, sem julgamentos. Faz parte.
  • Alugar bicicleta? Sim, para visitar, pelo menos, o De 1100 Roe (moinho de vento). Muita cautela também. [As bicicletas têm prioridade sobre tudo. Tudo mesmo!] De resto? A pé. É uma cidade plana e 3 dias chegam perfeitamente para a conhecer.

Os castanhos das árvores do Vondelpak, a neblina matinal sobre Scheep Vaart, o frio cortante, as casas-barco e os cheiros marcaram sem dúvida esta viagem. A coordenação, o espírito grupo, a partilha marcaram um ensinamento precioso para uma próxima viagem, sem dúvida. Um grande bem-haja a vocês, que viajam comigo nestes longos posts e aos super companheiros de viagem: T,T,T,V,A,D,S e ao A., claro, por ter sido o nosso líder espiritual e por ter assumido o papel de lady-gazeta de tantas viagens! :)