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Amena em Viagem

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

19 de Agosto, 2018

A história do Amena

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Como a boa disposição sempre fez parte da minha personalidade e o facto de ter amigos que me acompanham, o blogue surgiu numa Amena Cavaqueira (daí o nome!). Tendo em conta que sempre nos encontrávamos no final do dia, à mesma hora, para um café, surgiu o pseudónimo com que assino os meus textos, a Lady-Gazeta. E foi assim que surgiram os nomes! E o resto? O resto foi fácil: como sempre gostei de escrever (e de ler), criar um blogue foi, para mim, uma excelente oportunidade para expressar opiniões sobre muito do que se passava à minha volta e, por isso, comecei a dar-lhe vida com assuntos diários, não vocacionados a um tema em particular.

 

No entanto, o tempo foi passando e, inegavelmente, o tema viagens era um dos temas mais recorrentes aqui no Amena. Costumo afirmar que o blogue escolheu o seu próprio caminho, sem qualquer influência da autora . Certo é que agora só falamos de fazer e desfazer malas por aqui e é pouco surpreendente dizer que viajar é uma das principais paixões da Lady-Gazeta. E viajar pode ter tantos significados, companheiros... Na realidade, basta-me um fim-de-semana no distrito mais próximo e já tenho o coração aos pulos!

 

Posto isto, hoje em dia, o Amena assina-se como blogue de viagens que tem, para além de roteiros, dicas de viagem e relatos de aventuras, também apresenta algumas promoções que considero mais vantajosas para quem gosta de viajar sem gastar muito dinheiro. O Amena não compra, nem vende opiniões (hoje em dia é importante referir bem isto!). Aliás, não há empresa que pague o suficiente para me tornar uma vendida. Sou uma careira. Por isso, tudo o que está escrito em todos os cantinhos deste mambo, não passam de experiências minhas (e de quem me acompanha), sem grandes filtros, ao contrário das fotografias que...  Brincadeira. Não há tempo para grandes filtros aqui. 

 

O Amena tornou-se num projeto que muito me orgulha, um hobby muito sério e que me dá alento há mais de quatro anos. Ora, estamos a dois anos de entrar para a escola primária e de aprender a ler!  Bom, no fundo, o que pretendo dizer-vos é que temos tanta, tanta viagem para partilhar pela frente. Fiquem por aí!

 

Obrigada pelas vossas leituras e comentários até agora (sois uns queridos!),

Lady-Gazeta.

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09 de Agosto, 2018

Avis num Agosto Alentejano

lady-gazeta

Passam das 16 da tarde e as ruas do Alentejo fazem uma ode ao silêncio: não se vê ninguém. É fácil de perceber que não estamos junto à costa mais ocidental do nosso país. Estamos no interior, no alto Alentejo, e assim que paramos o carro são as paredes brancas, irrepreensivelmente caiadas de fresco, que nos dão as boas vindas.

Estamos em Avis, no distrito de Portalegre, mas já estivemos em outras terras adjacentes tão aprumadas e bonitas, quanto esta. O sol bate de chapa e aquece, ainda mais, o Agosto Alentejano. As temperaturas são altas e, por isso, nem o sururu das vizinhas entoa pelas ruas de Avis. De vida apenas flores que alegram as entradas das casas e gatos. Os gatos lembram-me as minhas origens, o meu Reguengo. As pessoas foram partindo, mas os gatos foram-se duplicando. Sofrerá Avis da mesma desertificação? Duvido. É bonita demais para serem os gatos a cuidar das ruas e das flores. :)

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Aos primeiros passos pela vila não há duvidas que é um local de história: muralhas altas, empedradas e pintadas como só o Alentejo sabe pintar. Um arco recebe-nos assim que entramos no centro de Avis. Nem o calor nos impede de a palmilhar. Enquanto caminho, pergunto: será que a maior parte das pessoas conhece Avis? Sem resposta, continuo em frente e, nas casas por onde passo imagino o seu interior. Imagino uma cozinha, uma sala e dois quartos no piso de cima. E perco-me... Na cozinha tratam das migas e, nas traseiras da casa, tratam do vinho caseiro. É inevitável não pensar em comida, nem nas gentes da terra, nem na pequena mercearia que a abastece, nem no posto médico, nem na vida feliz que se pode ter também fora das grandes cidades. 

 

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Encontrámos Avis por acaso, sem dicas, tal como se fossemos os verdadeiros viajantes e não turistas. E gostei. Aliás, gostei muito. Pela paz, pela vila pequena e cuidada, pelo sossego d’alma e pelas fotografias que a retina fotografou, mas que a máquina não registou.

 

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Retomando a pergunta menos retórica: não conhecem Avis?

Se não conhecem, deviam.

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