Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Amena em Viagem

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

16 de Setembro, 2018

Aldeia Típica de José Franco

lady-gazeta

Senhores passageiros, o voo tem curta duração, mas promete magia.

Tem miúdos? Gostava de levar os seus pais a passear? Ou gosta simplesmente de conhecer?

 

Espectáculo. 

Sente-se que a dica de hoje é para si. 

 

Entre Mafra e a Ericeira, em Sobreiro, fica a aldeia mais ternurenta de todas as aldeias: a Aldeia de José Franco.

Assim que entramos somos bem recebidos pela brancura da cal bem aperaltada e pelo cheiro a pão com chouriço. Estamos inegavelmente na região saloia. 

 

41911507_277934939485897_662088368527507456_n.jpg

 

41843228_260942638091591_2044926185523118080_n.jpg

 

 

A aldeia fica abeirada da estrada nacional que me levava vezes sem fim ao sol envergonhado da Ericeira. Hoje foi mais um desses dias. Procurávamos praia, mas acabámos por encontrar um nevoeiro de oeste muito pouco surpreendente. Mas, sendo uma praia de infância, ganhei-lhe estima e um hábito domingueiro. 

 

Hoje, de regresso, movidos pela falta de sol e marasmo de um domingo de descanso, o trajecto pela nacional levou-nos a uma paragem para recordar a Aldeia de José Franco. Possivelmente a última vez que nos vimos foi há 20 anos. Poucas memórias, portanto. E lá parámos, para ver como estava tudo.

 

E estava tudo óptimo (tanto que vos escrevo, aqui). Como é a aldeia-museu de José Franco?

É precisamente uma aldeia em pequena escala. Cada casa representa os pontos principais de convívio e de comércio que uma aldeia supõe: a igreja, a mercearia, o café da esquina, a padaria, a loja, a casa da música, o relojoeiro, etc. No fundo da aldeia temos, como não podia deixar de ser, um coreto, uma bomba de água e, não fossemos nós estarmos ali, perto de Mafra, um moinho. Dentro de cada casa existem todos os decorativos alusivos às lides típicas de uma aldeia: a casa da música com acórdeão e dezenas de outros instrumentos, a mercearia com balança, com a faca do bacalhau e as vendas a vulso, a padaria com forno. E tantas outras coisas que, por ser uma realidade ainda tão viva para mim, comove-se a minha alma ao lembrar-se de tanta brincadeira no meio de todos aqueles pertences. 

 

42044676_276062953118688_6791709154705670144_n.jpg

41833352_250829028961371_2859864571735179264_n.jpg

42059503_2135691586671393_2827835986996625408_n.jp

41951362_854850664724973_18189328232480768_n.jpg

 

41953624_272172866747142_5180760973169917952_n.jpg

41962056_2219599808058853_4350953474603614208_n.jp

 

42045241_321010032038654_386796826168131584_n.jpg

 

41863487_534247977021780_5161414864215736320_n.jpg

 

41886584_329421651152446_1085882859027169280_n.jpg

 

No centro da aldeia, está o exlíbris de José Franco. 

Casas meticulosamente bem-feitas, detalhadas e com um efeito presépio que me fez afirmar: a aldeia mais ternurenta de todas as aldeias.

 

41934083_939303689608993_5148230422718578688_n.jpg

 

 

Em algumas das casas, como a casa da música, a igreja, etc têm também miniaturas vivas do local que representam.

Há luzes, água que corre no rio, e pessoas em movimento, fazendo-nos sonhar e acreditar que somos parte da história.

41923642_325293498217960_6892755402874683392_n.jpg

 

Enquanto que para mim e para o A foi reviver tempos que no fundo não são assim tão antigos, acredito que para muitos é aprender realidades do passado. Uma preciosidade, portanto.  Especialmente uma preciosidade tão bem conservada há tantos, tantos anos.

 

Para miúdos e graúdos, é um passeio que vale a pena. E se forem ao Domingo, pode ser que nos encontremos para um Ouriço na Ericeira.  Ou fiquemo-nos somente na Aldeia, a comer um pão com chouriço bem quentinho.

 

Mapa:

 

 

 

13 de Setembro, 2018

Golfinhos no Estuário do Sado

lady-gazeta

Enquanto procurava as fotografias do Open House do ano passado, deparei-me com um outro álbum com uma data muito próxima e acabei por me entreter. Quem nunca, não é verdade? 

DSC00856.JPG

 Lady-Gazeta a bordo

 

Bom, entrei no álbum e recordei quão bom tinha sido o fim-de-semana em que eu e o A resolvemos visitar os golfinhos no Estuário do Sado. Na realidade não resolvemos. Foi uma surpresa entre nós, num voucher, e resolvemos usufruir mais-ou-menos nesta altura. 

A experiência, recordo-me, foi um encanto.

DSC00905.JPG

 Veleiro durante a despedida, em Troia

 

DSC00898.JPG

 Estuário Patriota :)

 

Primeiro, aproveitámos para visitar familiares em Setúbal e, mais tarde, junto ao Cais de Embarque em Setúbal, na Doca das Fontainhas, aguardámos pelo prometido Veleiro. A expectativa era alta, já que o plano de fundo é a nossa maravilhosa Serra da Arrábida, que nunca compromete. A viagem decorreu sem grandes sobressaltos, a vista é assim para lá de bonitona, os golfinhos apresentam uma simpatia quase enigmática a quem lhes vai invadir a casa assim, sem mais nem menos (havia de ser comigo, havia.

No fim, os nossos olhos desintoxicam do agito diário. Uma mais valia. :)  O passeio teve a duração de 3 horas e aproveitámos a luz de final de dia para umas fotos para o Facebook, para o Instagram, para dar à avó e à tia.

 

Estou a brinnnncarrrr! eheheh

Novamente, estavamos mais preocupados em aproveitar a coisa do que fazer a reportagem National Geographic. Bom, prometemos voltar para trabalhar a sério também nesta parte das fotos.

 

Por fim, e resumidamente, uma ternura para miúdos e graúdos e que recomendo vivamente para um plano de final de dia, ao fim-de-semana. A bordo haviam bebidas e algum/pouco petisco, portanto não precisam de levar um picnic. 

Apesar da organização ter deixado muito a desejar (e por isso prefiro não deixar a empresa em quem confiámos para o passeio), concordámos que é um excelente plano, especialmente para quem tem crianças. 

De regresso, como o Veleiro atracou temporariamente em Troia e nós aproveitámos para desembarcar para um fim de dia magnata por lá (a garantia de regresso é dada pelo Ferry entre Setúbal e Troia de hora-a-hora!).

DSC00844.JPG

 Golfinhos, no Estuário do Sado

 

DSC00915.JPG

Pôr-do-Sol em Troia 

 

Posto isto, fica a dica, companheiros de Amena! Aproveitem-na! 

 

 

12 de Setembro, 2018

Vamos falar sobre o Open House?

lady-gazeta

Vamos sim!

Antes de mais, como surgiu o Open House?

Bom, o Open House apareceu quando a S, minha amiga, falava deste evento anualmente. Coisas de arquitectos, pensava.

Depois, o P, que trabalha comigo, falava recorrentemente do tema, também todos os anos. A diferença entre eles? Enquanto que a S é arquitecta e o P é informático. Ambos falavam efusivamente no tema. 

 

E tinham razão para tal. Eu desconhecia o evento, até me perceber que o Open House, embora muito direccionado para Arquitectos ou amantes de Arquitectura, é um evento que nos dá a conhecer muito dos edifícios, casas, monumentos que temos aqui tão perto, em Lisboa.

 

Este ano, o evento está quase a decorrer em Lisboa (22 e 23 de Setembro) e, portanto, apressem-se! 

https://www.trienaldelisboa.com/ohl

Nortenhos, meus queridos, no Porto também existe este Open House, mas em datas distintas (este ano já decorreu https://2018.openhouseporto.com/).

 

Aproveito também para vos contar a minha experência do ano passado na expectativa que vos sirva também de inspiração!

 

O ano passado o Open House deu-nos a possibilidade de conhecer o Hotel Ritz (dos quartos à sala de jantar, não esquecendo do terraço), o Museu do Azulejo, o Museu do Dinheiro, o Museu da Imprensa Nacional, o Reservatório da Mãe de Água... tivemos a possibilidade de conhecer as entranhas do Aeroporto de Lisboa! E, companheiros de viagem, foi o êxtase!

40290460_562886130833886_6358247719021735970_n.jpg

 Escadaria Ritz

DSC01578.JPG

Museu do Azulejo

DSC01590.JPG

Museu do Azulejo

DSC01595.JPG

Vista do Ritz

DSC01608.JPG

 Vista do Ritz

 

Foi um privilégio, portanto! Para mim conhecer a forma como o aeroporto se articula foi absolutamente fantástico. Quando estamos a viajar perdemos completamente a noção de como tudo, tudo tem que estar coordenado para que o fluxo de passageiros no aeroporto não pare. Ganhei o maior respeito relativamente à infra-estrutura que está por detrás da nossa bagagem de porão. Temos dos sistemas de tapetes mais evoluídos do mundo. Atrás dos balcões de check-in está uma esparguete enorme de tapetes rolantes que levam a nossa mala ao avião destino. Perder a mala, ao contrário do que muitos pensam, não é resultado de um simples descuido de uma companhia aérea, mas sim de uma falha quase algorítmica no tapete de distribuição de malas num aeroporto. 

As luzes de pista não servem apenas para iluminar um trajecto de um avião. As luzes permitem a indicação correcta da pista de descolagem ou aterragem. Uma falha simples no sistema de luzes pode ser uma falha dramática a nível de acidentes de aviação. Tudo é de uma responsabilidade quase clínica e, por isso, tenho o maior dos respeitos por quem faz a máquina Aeroporto funcionar correctamente. Foi uma visita de 3 horas muito enriquecedora e muito bem organizada.

Agora, de verdade, não tenho fotos desta vista. Fomos completamente interditos de fotos, por questões de segurança. E nós cumprimos. :) Serviu também para realmente aproveitarmos todos os detalhes da longa conversa com quem nos fez a visita guiada.

 

DSC01607.JPG

 Avião TAP

 

Este ano, a lista de locais a visitar é bem distinta mas, estou certa, que valem a pena. 

Podem consultá-los no site oficial https://www.trienaldelisboa.com/ohl/espacos/. Desta vez não nos vamos cruzar por aí, porque vamos estar em périplo pela Europa (saberão mais tarde o destino). Mas quanto a vocês, se gostam de conhecer e não gostam de gastar um rim a visitar museus, devem realmente aproveitar para conhecer o melhor da nossa capital. 

Deixo-vos, contudo, uma nota: devem planear com antecedência estes dois dias (22 e 23 de Setembro). Há, inclusivamente, alguns espaços onde é necessário uma inscrição prévia. E atenção: sejam expeditos que as vagas, por vezes, esgotam em minutos!

 

Divirtam-se!

 

08 de Setembro, 2018

Algarve, sempre Algarve

lady-gazeta

Vai já para a banheira, estás cheia de areia!

Foi e é assim há anos. Não sou algarvia, como já vos contei. Sou ribatejana, mas durante estes meses (de Junho a Setembro), a família Amena peregrina até ao Algarve e acabamos por nos tornar, como diz o A, alentejanos sem travões. 

 

20170331_095833.jpg

 

Sim, é verdade, é verdade. Apregoei um blogue de viagens, com alguns destinos até exóticos e depois… Depois chega-se o Agosto e não vos surpreendo: sou exactamente igual à grande maioria da população portuguesa que ruma até Sul. Portanto, perdoem a Lady-G, mas verão sem Algarve não é verão. Foi sempre outono ou inverno durante todo o ano. Uma tristeza, portanto.

Lamento defraudar as vossas expectativas, mas sabem o que intimamente penso? Temos tantos outros meses para aproveitar todos os outros locais do mundo. Melhor ainda, Agosto é época alta por toda a Europa e em grande parte do mundo; as viagens são, portanto, mais caras, e os alojamentos também. E, desta forma, acabamos por investir em viagens quando também há menos turismo. É um dois em um. Claro que esta escolha também implica conhecer muitas cidades sob tempo mais chuvoso mas, na maioria das vezes, admito, compensa.

 

20170330_100545_Richtone(HDR).jpg

 

Recentemente recebi um outro comentários de seguidores mais incrédulos com esta escolha, no Instagram, quando partilhámos algumas fotos referentes ao Algarve em Agosto.

Por quê o Algarve, Lady-Gazeta? Está apinhado de gente!

 

Bom, por diversas razões.

Porque há sol (sempre ou quase sempre durante os dias de verão).

Porque temos praias, mesmo apinhadas, bem bonitas.

Porque é um ritual que dura para lá de 20 anos.

Porque são férias em família.

Porque são férias com as melhores memórias desde miúda.

Porque o peixe, lá, em férias, sabe melhor.

Porque a fruta sabe sempre bem, mas as laranjas. As laranjas são nectar dos deuses, não fossem elas de lá.

Porque aquele ritual casa-praia-casa-praia e, a meio caminho uma grande sesta, permitem fugir da outra rotina casa-trabalho-casa. (E por vezes é essencial para dar descanso à mente.)

Porque o pôr-do-sol é sempre mais bonito lá.

Porque…

 

20170603_104259_Richtone(HDR).jpg

 

Tantas razões, como podem ler! Os mais céticos dirão: também podes fazer isso cá, em Lisboa, na Costa Alentejana, nas praias fluviais, etc.

Rapidamente vos respondo: posso sim, mas não é a mesma coisa.

Mesmo com a praia apinhada de gentes.

Mesmo com um engarrafamento nas ruas de Armação durante as noites quentes.

 

 

20170624_181050_Richtone(HDR).jpg

 

Nem tudo tem que ser lógico, para ser perfeito. Lamento. Há amores assim, como sabem.

NY é uma cidade de arranha-céus, muita gente em todo o lado e não é por isso que não a adoro! Eu e centenas de pessoas, na verdade!

 

20170331_095530.jpg

Posto isto, Armação tem um calçadão bonito ao longo de toda a orla, tem o Rocha da Palha – bar da praia ou o Gato Lambareiro, tem piscinas naturais, entre rochas, que encantam e fazem o encanto dos mais novos, tem pouco vento – dado que as rochas protegem os veraneantes de ventanias, tem os melhores gelados do Pai Pinguim e, inevitavelmente, as melhores bolas de Berlim. Tem, relativamente perto, uma das praias mais badaladas com menos multidão, a praia dos Salgados ou a Praia Grande.

Tem coisas boas, não tem?

 

20170625_104818.jpg

 

 

Posto isto, não vos aconselho. Não vão. A sério.

Está lotada.

 

E eu só vim aqui admitir que sou muito pouco influencer e muito como a maioria de vós. 

 

E agora, adeus, que vou ali dar um mergulho.

20170624_182954.jpg

 

 

 

Amena no Instagram