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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

24
Fev19

Escapadinha a Montargil

lady-gazeta

O 2019 chegou tranquilo. Sem planos extraordinários de viagens exóticas, faz-se o melhor que se pode entre paredes onde se ouve sobre Fátima, Fado e Futebol. Ando arredada, amigos, bem sei. Não por falta de passeio, mas por falta de tempo. Tenho assuntos para meter em dia, aqui entre nós, mas não lavo daqui as minhas mãos e por isso conto-vos sobre a minha mais recente escapadinha: Montargil. Um destino popular entre os maiores amantes de recantos portugueses, bem sei. Leio por aqui e por ali que Portugal está na moda e, parece-me, que o Alentejo está no Top para escapadinhas de 2019. Assumo estranheza quando leio isto. O Alentejo não está na moda agora, o Alentejo sempre esteve na moda. Dos montes às migas de espargos, do vinho às paisagens vestidas de castanho, o Alentejo é sempre uma excelente ideia.

Desta vez, assumo, não fui eu que organizei este fim de semana. Foi, de facto, uma surpresa. (E como adoro estas surpresas!) Montargil, no distrito de Portalegre, assume-se como sendo uma vila de sorte, pois está ladeada de uma barragem icónica: a barragem de Montargil. A albufeira da barragem é palco de desportos náuticos, de mergulhos e de centenas de fotografias. Vale a pena, pelo menos, uma paragem de carro por quem passa só de passagem.

Montargil não é apenas barragem, diga-se. Montargil é uma vila muito arranjada, com traços de quem não se perdeu no tempo e de quem lhe investe em infra-estrutura e gosto. Recomendo um almoço no restaurante O Tropical: bom, bonito e barato. Caso pretendam sair para os arredores, podem sempre parar no Olivença (e devem comer abanicos e um bom vinho alentejano), em Ponte de Sor. 

 

Este fim-de-semana teve como objectivo o puro descanso: sem planos, sem guias e sem horários. O local escolhido para tal foi o hotel Nau, em Montargil (https://www.nauhotels.com/alojamento.html).

Há muito tempo que este hotel nos tinha sido recomendado para um fim-de-semana de sopas e descanso e é sem dúvida um hotel que faz jus à sua fama. Tem SPA, quartos impecavelmente limpos e decorados, um pequeno almoço divinal e um atendimento 6*. Se recomendo? Recomendo muitíssimo. Evitem os preços altíssimos que se praticam marcando a noite (ou as noites) com muita antecedência.

E boa sorte!

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09
Ago18

Avis num Agosto Alentejano

lady-gazeta

Passam das 16 da tarde e as ruas do Alentejo fazem uma ode ao silêncio: não se vê ninguém. É fácil de perceber que não estamos junto à costa mais ocidental do nosso país. Estamos no interior, no alto Alentejo, e assim que paramos o carro são as paredes brancas, irrepreensivelmente caiadas de fresco, que nos dão as boas vindas.

Estamos em Avis, no distrito de Portalegre, mas já estivemos em outras terras adjacentes tão aprumadas e bonitas, quanto esta. O sol bate de chapa e aquece, ainda mais, o Agosto Alentejano. As temperaturas são altas e, por isso, nem o sururu das vizinhas entoa pelas ruas de Avis. De vida apenas flores que alegram as entradas das casas e gatos. Os gatos lembram-me as minhas origens, o meu Reguengo. As pessoas foram partindo, mas os gatos foram-se duplicando. Sofrerá Avis da mesma desertificação? Duvido. É bonita demais para serem os gatos a cuidar das ruas e das flores. :)

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Aos primeiros passos pela vila não há duvidas que é um local de história: muralhas altas, empedradas e pintadas como só o Alentejo sabe pintar. Um arco recebe-nos assim que entramos no centro de Avis. Nem o calor nos impede de a palmilhar. Enquanto caminho, pergunto: será que a maior parte das pessoas conhece Avis? Sem resposta, continuo em frente e, nas casas por onde passo imagino o seu interior. Imagino uma cozinha, uma sala e dois quartos no piso de cima. E perco-me... Na cozinha tratam das migas e, nas traseiras da casa, tratam do vinho caseiro. É inevitável não pensar em comida, nem nas gentes da terra, nem na pequena mercearia que a abastece, nem no posto médico, nem na vida feliz que se pode ter também fora das grandes cidades. 

 

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Encontrámos Avis por acaso, sem dicas, tal como se fossemos os verdadeiros viajantes e não turistas. E gostei. Aliás, gostei muito. Pela paz, pela vila pequena e cuidada, pelo sossego d’alma e pelas fotografias que a retina fotografou, mas que a máquina não registou.

 

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Retomando a pergunta menos retórica: não conhecem Avis?

Se não conhecem, deviam.

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